sábado, julho 29, 2017

Música e História

Comecei ouvindo um grande poeta e intérprete icapuiense conhecido por Zé do Cosmo. Me encantava ouvir o violão do Zé dedilhar qualquer que fosse a melodia. Nesse tempo, com certeza, o violão era maior que eu. Maior que eu não só no comprimento, mas nas minhas forças que me atraiam para o som, para a minha paixão prematura pela música.
Não fiz faculdade de música. A escolha pela História foi consequência da curiosidade pela pesquisa das marcas do tempo, que ficam e que se vão pelas forças que operam no presente.
Daí, certo dia pensei em unir essas paixões e vi que se encaixam perfeitamente. É possível contar qualquer contexto histórico cultural através dos instrumentos primitivos ou modernos e das melodias criadas e caladas nos períodos vividos pela humanidade.
Na antiguidade, na Idade Média, na Era Moderna, no nosso momento, a música, bem como a arte em si, é usada para enaltecer as camadas abastadas e também enquadrar as mentes humanas.  Contudo, a música também tem servido ao amor, a poesia, ao grito do marginalizado.
Se o tempo era de repressão, tínhamos as melodias inexistentes nas rádios ou artistas expulsos de si mesmo. Muitos desses artistas se esvaiam de si por não poder expressar sua arte. Foram perseguidos, massacrados.
As letras que chegaram até nós merecem o nosso tempo e as que não chegaram cabe a nossa reflexão.
Paremos, portanto, pra ouvir a arte!
Se a música é arte e ela pode contar sobre a nossa história ela é também um ato político. Na verdade, a arte em si é um ato político.

domingo, janeiro 22, 2017

Isaías Júnior

Neste ultimo dia 17 de janeiro 2017, partiu Isaías Júnior, aluno da escola Gabriel, Presidente do Grêmio, jovem missionário da comunidade de Redonda, integrante do Movimento Popular da Juventude, quadrilheiro, amigo, companheiro...
Conheci Isaías antes mesmo de ser aluno da Escola. Um momento marcante entre amigos foi o dia que eu estava passando mal e ele me carregou nos braços, me senti um saco seco diante de tanta força e determinação. Foi lindo.
Todas as mensagens nas redes sociais, nos momentos nos grupos em que ele participava não conseguem traduzir a tamanha falta do seu aperto de mão e do seu abraço caloroso. Um ser humano como poucos. Espelhava companheirismo, amizade, solidariedade, fortaleza. Vivia intensamente, organizava suas lutas e amava a vida, é assim que vai ser pra sempre lembrado por seus familiares e amigos.
Isaías representa a força da juventude, representa engajamento social, representa mudanças sociais a partir do amor pela comunidade, pela natureza. A certeza que é possível ser solidário e amigo em um mundo tão disperso de valores humanos.
Isaías Júnior, saudades!

2017 - Icapuí, 32 Anos

Gostaria de ressaltar esses 32 anos.
Comemoramos essa idade para nossa cidade já que a data oficial da criação do município de Icapuí ocorreu em 15 de janeiro de 1985. Contudo, a cultura popular sempre comemorou o aniversário da cidade na data do plebiscito, consulta popular que deu a vitória ao SIM, sim a emancipação, ocorrido em 22 de janeiro de 1984. 
Resolveu-se continuar a comemorar no dia 22 de janeiro, pois é uma data simbólica, parte da cultura do município, mas corrigir a idade oficial da cidade, 32 anos de Emancipação neste ano de 2017.

"Dias de luta, dias de glória", orgulho de ser Icapuí!
Parabéns, Icapuí.

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Proferir

Presenciamos o impeachment 2016.
Ouvimos músicas pra crescer e perpetuar.
Somos todos contra a corrupção, mas não queremos deixar o poder.
Somos a favor da tirania, mas sem bater na nossa porta.
Lutamos contra moinhos de ventos e sopramos contra as velas que estão ainda na areia.

terça-feira, dezembro 06, 2016

Quase 2017

Claramente, sou alguém que reclama das horas, como qualquer outro ser humano. Passei longos dias sem escrever no blog e comunico que estou retornando. Minha memória acaba de me falar que já lembrei isso aqui antes. Fato.
Pelas postagens que já publiquei, vejo o quanto somos vil metais e o quanto aprendemos a cada novo dia. Contudo, o que vale é a percepção de ideais que ainda pulsa. Por falar em ideais, eles são perdidos no tempo. Os ideais não deviam se perder no tempo, mas eles se perdem.
Foram áureos tempos, mas é da crise que se nasce para uma nova era. Espero contribuir, ou não, com as metáforas desse blog, que sempre tratam de saudosismo e detalhes das praias onde nasci.

segunda-feira, maio 16, 2016

Estranho

A cadeira está ali parada no museu. Você olha reclama das horas que deixou na portaria, olha de novo e tenta extrair alguma empatia. nada. você não tira nada dali. Sua interpretação é curta. 
Se pergunte ao menos sobre o motivo da cadeira está ali e não outra. Esse é o grande desafio, fazer falar os objetos. Ter um olhar de estranhamento sobre os objetos. 

Leitura

As imagens colocadas são objetos de estudo. A sua leitura sobre as fotos vai te levar ao acerto, ao erro ou a vários nadas. O que passou se move com as perguntas do presente.